06/06/2010

Desejo do dia

Do fim das coisas


O derradeiro


“- Você me amava tanto; isso acaba assim de repente?
- Acaba.
- Assim de repente?
-Amor não tem hora para começar nem para acabar, tem?
- Mas tão de repente assim?
- É, tão de repente assim: começa de repente e acaba de repente.”

do fofo Te amo sobre todas as coisas, do querido Luiz Vilela

Sim, o amor acaba de repente, assim como a vontade e os desejos. As coisas perdem a graça, assim, de uma hora pra outra. Talvez não de uma hora para outra. Às vezes, levam-se meses, anos ou 147 posts, como no caso deste blog.

Em algum momento ações, valores e ideais tornam-se obsoletos e inadequados, e o mais elegante a ser feito é assumir que a vida é fluxo, como já disse o esperto Heráclito, e aceitar que qualquer pretensão de permanência é estúpida.

Assim, encerro minhas atividades nestas searas. Criei o blog numa época em queria apenas escrever – como a vida é irônica, não? – e agora tudo me parece terrivelmente infantil, bobo e sem propósito.

Draminhas à parte, reconheço que a experiência foi bacana – não a ponto de querer repeti-la. Pelo menos, não agora – e que teve lá sua função anos atrás.

Agradeço – e repreendo um pouco – quem perdeu seu precioso tempo lendo essas besteiras. Foi bom conversar com vocês.

Abraços e boa vida pra nós!

01/06/2010

Impressões do mundo


Da Copa

Febre de bola


A Copa do Mundo começa apenas no dia 11, mas não é de hoje que os preparativos tomam conta dos amigos e colegas mais empolgados com o evento. Articulações para definir onde serão assistidas as partidas, apostas de cruzamentos entre equipes, seleções preferidas e até bolões aqui e acolá, dos quais não me atrevo –mais-- a participar, estão na ordem do dia há semanas.

Há quem não se aguente de tanta ansiedade e mal consiga pensar em outra coisa que não o torneio, que o diga um amigo da irmã. Conta ela que dia desses enquanto andava pela faculdade acompanhada pelo moço, passaram em frente a uma cozinha e uma sala em cuja porta havia uma placa informando "copa”.

O colega, então, entre admirado e revoltado soltou: “Pôxa! O pessoal fez uma salinha só para ver os jogos!”.

Não tenho a menor ideia de se história é verdadeira ou não – sis não costuma mentir. Afinal, não é ela quem faz Direito. – e nem importa. Essa já ganhou fácil o troféu “pérola ludopédica” do ano.

Aproveito o título surrupiado descaradamente do meu adorado Hornby, autor do Compreendendo a alma atleticana, também conhecido como Febre de Bola, para lembrar ao Marcelo que adoraria rever o meu exemplar dele e d’As Intermitências da Morte.

O mundo é uma bola. E, por um mês, o cliché nunca foi tão apropriado...

29/05/2010

Pensamentos

Da contradição

Como é possível que pessoas vazias encham tanto o saco?

25/05/2010

Impressões do mundo

Do jornal do futuro

Hoje eu vi o futuro, ou, pelo menos, o jornal que veio de lá. Só tenho a dizer que o passado me apetecia mais.

24/05/2010

Desejo do dia

Do controle dos vícios

I need some kicks

De todos os meus -- muitos --defeitos, um dos que mais me irrita é a minha propensão ao vício. Tenho um gosto estranho e destrutivo por extremos e quando gosto de algo, gosto muito, beiro a fissura, como já disse antes.

Pessoas que me conhecem há pouco e com quem tenho um relacionamento restrito desconhecem esse vergonhoso aspecto da minha personalidade e acabam, ainda que sem intenção, me levando ao mundo da dependência.

Pois uma dessas pessoas, um conhecido com quem compartilho o gosto por algumas grandes paixões me indicou a audição deste álbum e ganhou o posto de responsável pelo novo vício: a quarta faixa desse disco, que pode ser ouvida pelo vídeo abaixo ou no próprio Coney Island Baby.

Para a infelicidade familiar e dos vizinhos, tenho escutado essa bendita música repetidas vezes em volumes ensurdecedores desde sábado. Ainda pior: me segurei para não ouvi-la pela manhã para não "gastá-la" e correr o risco de me enjoar dela. Lama...

No começo, eu só queria fazer parte da turma, achei que poderia me conter, mas as coisas fugiram ao controle...