Do fim das coisas
O derradeiro
“- Você me amava tanto; isso acaba assim de repente?
- Acaba.
- Assim de repente?
-Amor não tem hora para começar nem para acabar, tem?
- Mas tão de repente assim?
- É, tão de repente assim: começa de repente e acaba de repente.”
do fofo Te amo sobre todas as coisas, do querido Luiz Vilela
Sim, o amor acaba de repente, assim como a vontade e os desejos. As coisas perdem a graça, assim, de uma hora pra outra. Talvez não de uma hora para outra. Às vezes, levam-se meses, anos ou 147 posts, como no caso deste blog.
Em algum momento ações, valores e ideais tornam-se obsoletos e inadequados, e o mais elegante a ser feito é assumir que a vida é fluxo, como já disse o esperto Heráclito, e aceitar que qualquer pretensão de permanência é estúpida.
Assim, encerro minhas atividades nestas searas. Criei o blog numa época em queria apenas escrever – como a vida é irônica, não? – e agora tudo me parece terrivelmente infantil, bobo e sem propósito.
Draminhas à parte, reconheço que a experiência foi bacana – não a ponto de querer repeti-la. Pelo menos, não agora – e que teve lá sua função anos atrás.
Agradeço – e repreendo um pouco – quem perdeu seu precioso tempo lendo essas besteiras. Foi bom conversar com vocês.
Abraços e boa vida pra nós!
